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sexta-feira, 15 de junho de 2012


10 situações que podem causar dor de cabeça

Veja as recomendações de um neurologista para evitar essas dores desnecessárias.

Por MADSON MORAES
A cefaleia, nome cientifico para a tradicional dor de cabeça, é algo bem comum: 85% da população adulta mundial sofre, eventualmente, com algum tipo de dor de cabeça, mas geralmente consideramos essa dor normal e não a vemos como algum indicativo de problema.
O neurologista Leandro Teles explica que muitas pessoas acreditam que ter dor de cabeça é algo normal. “Pode ser comum, mas definitivamente não é normal. Se as dores são frequentes, intensas e trazem impacto na qualidade de vida é melhor procurar um especialista”, alerta o neurologista.
O que acontece é que existem mais de 150 tipos de dor de cabeça que são divididas em primárias, que não são decorrentes de outras doenças, como a enxaqueca e a cefaleia tensional. E as secundárias, que são aquelas mais preocupam porque sinalizam a presença de outras doenças como meningite, aneurismas e sinusites, entre outras.



Tensão Pré-Menstrual (TPM)
A queda abrupta dos níveis de estrógeno no sangue (seja em um ciclo natural, seja com a interrupção da pílula anticoncepcional) pode provocar crises de dor que, geralmente, ocorrem poucos dias antes da menstruação, mas podem ocorrer durante e eventualmente logo após o sangramento.
 

Fome provocada
Aquele jejum prolongado (a opção de ficar sem comer durante o dia) pode gerar dor de cabeça tensional e precipitar crises de enxaqueca. Isso ocorre pela diminuição do açúcar no sangue e a produção de neurotransmissores que podem deflagrar essas crises.


Muito calor
Dessa situação não dá para fugir quando o calor é intenso nas grandes metrópoles. Ele provoca cefaleia por causa à dilatação dos vasos sanguíneos da cabeça.


Estresse
O estresse do dia a dia não provoca enxaqueca, mas certamente pode agravá-la. Para quem não tem enxaqueca, o estresse pode gerar dores de cabeça do tipo tensional por contração involuntária e exagerada da musculatura craniana.


Alimentos
Os queijos amarelos fornecem substâncias que interferem na química cerebral, sendo que a principal delas é a tiramina, que incrementa a dilatação dos vasos cerebrais, uma das condições que respondem pela enxaqueca. O chocolate é outra gostosura que pode desencadear crises, pois ele possui moléculas que promovem alterações químicas no cérebro. Nessa lista, entram os frios e embutidos, que contêm nitritos e nitratos, substâncias nocivas que estimulam a dilatação dos vasos, e temperos que levam em sua fórmula glutamato monossódico, outro vasodilatador.




Privação de sono
Dormir bem é fundamental para afastar crises de cefaleia. Por isso, é importante regrar o ritmo do sono. Privar-se deste descanso ou dormir demais podem resultar em dores de cabeça.



Bebidas alcoólicas
O vinho tinto é outro produto que contém moléculas que alargam o calibre dos vasos cerebrais. Além disso, o álcool é um potente vasodilatador, ou seja, uísque, cerveja e vodca podem deflagrar a dor.


Bruxismo
Provoca cefaleia porque a musculatura mastigatória fica contraturada e provoca disfunção de ATMs (articulações têmporomandibulares). Procure um dentista para resolver este problema.


Sinusite
Ela causa dor devido à inflamação e acúmulo de secreção com aumento da pressão nas cavidades chamadas seios paranasais. Isso provoca muita dor que piora quando o paciente abaixa a cabeça e/ou se submete a pressurizações/despressurizações.






Cafeína
Há quem reclame de dor de cabeça se exagera no café. Por outro lado, quem está habituado a tomá-lo, sente mal estar se ficar sem ele. O melhor é não exagerar na dose: três xícaras por dia é o ideal. Vale lembrar que a cafeína também é utilizada na composição de diversos analgésicos para aliviar as crises, afinal ajuda a controlar a dilatação dos vasos no cérebro.


Fonte da Matéria: MSN Mulher










terça-feira, 12 de junho de 2012


Anorexia: o transtorno psiquiátrico mais mortal de todos



Mas o que é Anorexia?
A Anorexia nervosa é uma disfunção alimentar, caracterizada por uma rígida e insuficiente dieta alimentar (caracterizando em baixo peso corporal) e estresse físico. A anorexia nervosa é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais. Uma pessoa com anorexia nervosa é chamada de anoréxica (português do Brasil) ou anorética (português de Portugal). Uma pessoa anoréxica pode ser também bulímica. A anorexia nervosa afeta primariamente adolescentes do sexo feminino e jovens mulheres do Hemisfério Ocidental, mas também afeta alguns rapazes. No caso dos jovens adolescentes de ambos os sexos, poderá estar ligada a problemas de auto-imagem, dismorfia, dificuldade em ser aceito pelo grupo, ou em lidar com a sexualidade genital emergente, especialmente se houver um quadro neurótico (particularmente do tipo obsessivo-compulsivo) ou história de abuso sexual ou de bullying. A taxa de mortalidade da anorexia nervosa é de aproximadamente 10%, uma das maiores entre qualquer transtorno psicológico.

Principais Sintomas
  • Peso corporal em 85% ou menos do nível normal.
  • Prática excessiva de atividades físicas, mesmo tendo um peso abaixo do normal.
  • Em mulheres, ausência de ao menos três ou mais menstruações. A anorexia nervosa pode causar sérios danos ao sistema reprodutor feminino.
  • Diminuição ou ausência da líbido; nos rapazes poderá ocorrer disfunção erétil e dificuldade em atingir a maturação sexual completa, tanto a nível físico como emocional.
  • Crescimento retardado ou até paragem do mesmo, com a resultante má formação do esqueleto (pernas e braços curtos em relação ao tronco).
  • Descalcificação dos dentes; cárie dentária.
  • Depressão profunda.
  • Tendências suicidas.
  • Bulimia, que pode desenvolver-se posteriormente em pessoas anoréxicas.
  • Obstipação grave.
Causas e grupos de risco
A anorexia nervosa afeta na maioria das vezes pessoas jovens (entre 12 a 22 anos), e do sexo feminino (90% dos casos ocorrem em mulheres). Tem sido enfatizada, em debates populares, a importância da mídia para o desenvolvimento de desordens como anorexia e bulimia, por alegadamente promover ela uma identificação da beleza com padrões físicos de magreza acentuada. Qualquer papel a ser exercido pela cultura de massa na promoção dessas desordens, no entanto, está ainda para ser demonstrado. Na busca da etiologia de perturbações da saúde mental, inclusive da anorexia nervosa, comumente são procuradas causas de ordem intrapsíquico, ambiental e genético.
Até agora, os seguintes fatos têm emergido na busca das causas desse transtorno:

Causas genéticas/:
  • Estudos sobre desenvolvimento de transtornos alimentares envolvendo irmãs gêmeas têm sugerido um fundo genético para o desenvolvimento da anorexia.
  • Pais e mães de pacientes diagnosticadas com essa desordem possuem, relativamente a grupos de comparação da população não seleta, níveis mais elevados de perfeccionismo e preocupação com a forma física.

Características sociopsíquicas de anoréxicas:
  • Independentemente do subtipo de anorexia desenvolvida, restritiva ou purgativa, anoréxicas possuem, relativamente a pessoas saudáveis de sua idade e sexo, uma incidência maior de transtornos da ansiedade (especialmente o transtorno obsessivo-compulsivo) e do humor.
  • Níveis exageradamente elevados de perfeccionismo (busca por padrões de conquista e realizações notavelmente altos, necessidade de controle, intolerância a "falhas" ou "imperfeições") são comuns, e mesmo centrais, no desenvolvimento da anorexia. A presença dessa busca por padrões de perfeição transcende o desenvolvimento da doença, sendo anterior a ela e permanecendo em pacientes que já foram curadas da doença. Alguns estudos sugerem que, apesar de uma inteligência média na faixa regular, anoréxicas possuem níveis mais altos de performance escolar e envolvimento acadêmico, o que sugere que o perfeccionismo nelas presente não se limita a temas relacionados apenas com comida e forma corporal.
  • Outros traços obsessivo-compulsivos, além do perfeccionismo, são notados na infância de anoréxicas, principalmente inflexibilidade, forte adesão a regras estabelecidas, observação dos padrões mantidos por autoridades, etc.
  • Incidência de abuso físico ou sexual é mais elevada em grupos de anoréxicos; em um estudo efetivado na América do Norte, a presença de um histórico de abuso sexual na infância apresentou uma forte associação com o desenvolvimento de transtornos alimentares em grupos de homens homossexuais.
Essa semana vou lançar um livro que aborda essa assunto em formato de uma história de uma adolescente que tem o problema- O DIÁRIO DE HANNA. 

segunda-feira, 11 de junho de 2012


Obesidade infantil
O QUE PODE SER FEITO?







A OBESIDADE infantil tem alcançado proporções epidêmicas em muitos países. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que 22 milhões de crianças com menos de cinco anos estejam acima do peso.
Uma pesquisa nacional na Espanha revelou que 1 em cada 3 crianças está acima do peso ou é obesa. Na Austrália, a obesidade infantil triplicou em apenas dez anos (1985-1995). Nas últimas três décadas, o número de crianças obesas de 6 a 11 anos tem mais do que triplicado nos Estados Unidos.
A obesidade infantil também atinge países em desenvolvimento. De acordo com a Força-Tarefa Internacional da Obesidade, há mais crianças obesas do que desnutridas em alguns lugares da África. Em 2007, o México era o segundo país com o maior índice de obesidade infantil, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Diz-se que, só na Cidade do México, o excesso de peso e a obesidade afetam 70% de crianças e adolescentes. O cirurgião pediatra, Dr. Francisco González, avisa que essa talvez seja “a primeira geração a morrer antes dos pais por complicações relacionadas à obesidade”.
Que complicações são essas? Três delas são: diabetes, pressão alta e doenças cardíacas. Esses problemas de saúde eram considerados comuns, na maioria dos casos, apenas em adultos. De acordo com o Instituto de Medicina dos EUA, 30% dos meninos e 40% das meninas que nasceram naquele país no ano de 2000 correm um risco permanente de ter diabetes tipo 2, que está relacionado à obesidade.
Pesquisas mostram uma tendência alarmante entre as crianças. O aumento no índice de obesidade está levando ao aumento no índice de pressão alta. “Se não revertermos essa crescente tendência, poderemos enfrentar um surto de novas doenças cardiovasculares em jovens adultos e adultos”, avisa a Dra. Rebecca Din-Dzietham, da Faculdade de Medicina de Morehouse, em Atlanta, EUA.

Fatores que contribuem para o problema

O que está por trás dessa epidemia global de obesidade infantil? Embora a genética talvez seja um dos fatores, o aumento alarmante da obesidade em décadas recentes parece indicar que os genes não são a única causa. Stephen O’Rahilly, professor de bioquímica e medicina clínica da Universidade de Cambridge, Inglaterra, declara: “Nada relacionado à genética explica o aumento da obesidade. Nossos genes não podem ser mudados em 30 anos.”
Ao comentar sobre as causas, a Clínica Mayo, nos Estados Unidos, diz: “Embora existam algumas causas genéticas e hormonais para a obesidade infantil, a maioria dos casos de excesso de peso é resultado de crianças que comem muito e se exercitam pouco.” Dois exemplos ilustram uma nova tendência nos hábitos alimentares.
Primeiro, pais que trabalham fora têm menos tempo e energia para preparar as refeições, assim é cada vez mais comum consumir fast-food. Restaurantes especializados nesse tipo de comida têm surgido em toda parte do mundo. Um estudo relatou que quase um terço de todas as crianças e adolescentes nos Estados Unidos entre 4 e 19 anos come fast-food todo dia. Em geral, esse tipo de comida tem alta concentração de açúcar e gorduras e é oferecido em irresistíveis porções maiores.
Segundo, as pessoas têm substituído leite e água por refrigerante. Os mexicanos, por exemplo, gastam por ano mais dinheiro com refrigerantes, especialmente os à base de cola, do que com os dez alimentos mais básicos juntos. De acordo com o livro Overcoming Childhood Obesity(Como Vencer a Obesidade Infantil), uma pessoa que bebe apenas um refrigerante de 600 mililitros por dia pode engordar 11 quilos num ano!
Quanto à falta de atividade física, um estudo realizado pela Universidade de Glasgow, na Escócia, constatou que uma criança mediana de três anos pratica “atividade moderada a vigorosa” por apenas 20 minutos diários. Comentando esse estudo, o Dr. James Hill, professor de pediatria e medicina na Universidade do Colorado, disse: “A natureza cada vez mais sedentária das crianças britânicas não é incomum e está sendo observada na maioria dos países.”

Qual é a solução?

Nutricionistas não recomendam dietas restritivas às crianças porque isso pode comprometer o crescimento e a saúde delas. Por isso, a Clínica Mayo declara: “Uma das melhores estratégias para combater o excesso de peso em seus filhos é melhorar a alimentação e os níveis de exercício da família inteira.”
Faça dos hábitos saudáveis um comprometimento familiar. Se você fizer isso, esses hábitos se tornarão um modo de vida para seus filhos, não só agora, mas também quando forem adultos.


O que os pais podem fazer?

1.   Servir mais frutas, verduras e legumes em vez de lanches.
2.   Limitar o consumo de refrigerantes, bebidas adocicadas e petiscos ricos em gordura e açúcar. Além disso, devem dar água ou leite com baixo teor de gordura e petiscos saudáveis.
3.   Evitar frituras, usando métodos de preparar alimentos com menos gordura, como assar, grelhar e cozinhar no vapor.
4.   Servir porções menores.
5.   Evitar usar comida como recompensa ou suborno.
6.   Não permitir que os filhos deixem de tomar o café da manhã, porque eles podem querer comer demais depois.
7.   Sentar-se à mesa para comer. Quando se alimenta em frente da TV ou do computador, a pessoa come mais e fica menos ciente de que está satisfeita.
8.   Incentivar atividades físicas, como andar de bicicleta, jogar bola e pular corda.
9.   Limitar o tempo gasto com TV, computador e videogames.
10.               Planejar passeios em família, como visitar o zoológico, nadar ou brincar num parque.
11.               Dar tarefas domésticas para seus filhos que envolvam trabalho físico.
  1. Dar bom exemplo, alimentando-se bem e fazendo exercícios físicos.
Sources: The National Institutes of Health and the Mayo Clinic

Fonte da matéria. Watchtower.org